Altar Nossa Senhora das Dores

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Altar Nossa Senhora das Dores
Endereço: Igreja Matriz Nossa Senhora das Graças- Rua Vereador Orlando Costa Campos, Nº 36 Bairro Alvorada ( Capela do santíssimo sacramento) Ibiriré - MG

 

Altar Nossa Senhora das Dores

O bem tombado pelo Decreto Municipal Nº. 1.897, de 27/12/2002 refere-se a um retábulo datado de 1778, final, do século XVIII, do período barroco, sendo parte de um dos retábulos laterais pertencentes à Matriz, de Boa Viagem, no antigo arraial de Curral Del Rei. Um dos retábulos foi incorporado ao acervo do Museu Histórico Abílio Barreto (Belo Horizonte) e outro ao Museu da Inconfidência (Ouro Preto). Uma peça encontra-se na Igreja Matriz de São Gonçalo (Contagem) e a peça descrita acima, na Igreja Matriz Nossa Senhora das Graças (Ibirité). O referido bem veio para o nosso município em 1930, tornando-se então, a única peça deste período no município, passando a ser um elemento de divulgação da cultura e da história de Ibirité e de Minas Gerais.

A história que envolve esse retábulo é envolta em relatos e intervenções da população local. Inicia-se com a própria história da imagem de Nossa Senhora das Graças localizada em Rio Acima por volta de 1870 para a Fazenda da Pantana em Ibirité. Originalmente a imagem talhada em cedro constituía-se a representação clássica da imagem de Nossa Senhora da Conceição. Porém o povo desconhecia a representação iconográfica da imagem e passou a chamá-la de Nossa Senhora das Graças, atual nome da igreja Matriz de Ibirité.

Oculto á imagem de Nossa Senhora da Conceição, chamada Nossa Senhora das Graças, provocou a construção de uma pequena Capela para cultuá-la sendo construída em adobe.

Em 1930, uma nova Capela foi construída com tijolos e telhas. Esta pretendia ser a definitiva. Perceberam então, que o Altar destinado á “Nossa Senhora das Dores” era muito rústico e precisava de outro para compor a nova Capela; sendo assim o sacristão e agente dos correios Antônio Ferreira Barbosa resolveu ir a capital da Boa Viagem para pedir um dos altares laterais para a Capela de Ibirité. Barbosa conhecia bem a Boa Viagem, pois quando moço fora sacristão da mesma igreja.

Em Belo Horizonte, procurou Monsenhor João Martinho de Almeida, Deputado Estadual e Vigário da Boa Viagem e pediu o altar de São Miguel. Depois da demolição da Igreja, para a construção da Catedral, os altares estavam guardados em um barracão ao lado da Matriz.

Antônio Ferreira Barbosa, que além de sacristão, agente postal e carpinteiro, foi para Belo Horizonte, onde, durante semanas desmontou o altar, numerou as peças e conseguiu com comerciantes, caixotes para embalá-las.

Veio a dificuldade do transporte do altar para Ibirité. Não havia estrada de rodagem, somente caminhos de tropas.

Antônio Ferreira Barbosa procurou o engenheiro chefe da residência da Central do Brasil – Dr. Vítor de Freitas – e explicou que não tinha recursos para transportar o altar. Dr. Vítor foi muito atencioso, ordenando o transporte gratuito até a Estação Ferroviária de Ibirité. E para a condução até a Matriz reconstruída, Barbosa apelou aos donos de carros de boi, que colocaram as peças na Igreja em construção.

O altar ficou na Igreja Matriz até 1972, quando o terreno da Matriz foi desapropriado pela Rede Ferroviária Federal, para a construção do ramal Ibirité – Águas Claras, para o transporte de minério.

A paróquia foi levada a construir uma matriz provisória, atual Igreja São Judas Tadeu, em apenas quatro meses, para não interromper o culto e abrigar o precioso altar.

 

 

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